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ALERGIA ALIMENTAR APLV (Alergia a Proteína do Leite de Vaca)

  • Foto do escritor: Suelen Aoki
    Suelen Aoki
  • 31 de jul. de 2017
  • 3 min de leitura

Um belo dia estava trocando a fralda da minha filha, quando de repente vi sangue em sua fralda... Foi um susto, e logo que vi já mandei uma foto para o meu marido e fomos procurar o pediatra. O que será que é isso? Minha filha, com apenas vinte dias de vida, estava com suspeita de APLV (alergia a proteína do leite de vaca). O que é isso? Nunca ouvi falar! Aliás, já até ouvir falar em intolerância a lactose, mas não tem nada a ver com APLV, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. A bebê era recém- nascida e estava no aleitamento materno exclusivo. Quando recebi a notícia, fiquei extremamente chateada, e não aceitava que o meu leite não estava fazendo bem para a minha princesa... Chorei, fiquei triste, preocupada e angustiada. Como Assim? Sempre quis amamentar! Passei horas assistindo vídeos para aprender a pega perfeita, li artigos sobre o que podia e não podia comer para não dar cólica na minha filha. Pensei, pensei, repensei e, ao invés de ficar lamentando, ergui a cabeça, analisei os prós e contras, aceitei a situação do momento e foquei no meu objetivo. O início da amamentação foi difícil, até a Bela ter a pega perfeita fiquei com fissuras nos seios, e mesmo sentindo dor insisti, pois amamentar estava além de apenas alimentar a minha filha, era um contato íntimo que queria muito vivenciar. Sofri para aprender a amamentar, e quando achei que tinha aprendido, e que finalmente estaria tudo bem, aparece a alergia? Como pode? Pois é, mas a alergia não tem nada a ver com tudo isso que li e aprendi. Uma nova etapa estava por vir. Aceitei aquela situação e decidi que gostaria de continuar amamentando, afinal a amamentação era um desejo de muito antes de engravidar; além disso, sei da importância do leite materno, porém, para continuar amamentando precisei fazer uma dieta. Dieta? Eu só fiz dieta de verdade uma vez na vida, para o meu casamento, acompanhada por uma nutricionista; eu comia de tudo, de forma correta. Mas essa dieta que estava disposta a fazer seria por um longo período, até eu parar de amamentar. Enfim, nessa dieta teria que cortar da minha alimentação tudo que continha leite, derivados e traços de leite. Agora tudo começou a complicar, afinal a indústria alimentícia não está preparada para o novo mundo dos alérgicos, e a grande maioria das empresas e lojas não ensinam seus funcionários a diferença entre intolerância a lactose e alergia a proteína do leite. Rótulos confusos com palavras e códigos indecifráveis mais confundem do que esclarecem os consumidores. Na dúvida eu nem comprava, aliás, depois que aceitei o diagnóstico, pesquisei receitas sem leite e derivados e desde então fazia tudo em casa. Esperançosa, olhava a fralda da minha filha todos os dias para verificar se não tinha sangue, no entanto o sangue continuava, aí via que minha dieta não estava adiantando, estava comendo alguma coisa que continha leite... Voltava no pediatra decidida que pararia de amamentar, pois estava ciente de que meu leite não estava fazendo bem, porém a cada mamada olhava minha filha mamando e desistia de desmamar, aquele momento mágico era só nosso, o barulhinho dela engolindo o leite era emocionante ouvir, ia para a terapia chorava, voltava no pediatra decidida do desmame, mas cinco minutos depois decidia que continuaria a dieta. O que mais cortaria da minha alimentação, o que ainda estava comendo que estava dando reação alérgica na Bela? Passaram-se cinco meses de muita dedicação, raiva dos rótulos confusos, indignação pelo fato de não ter mais opções para alérgico nas prateleiras dos mercados e gratidão pela força que amigos me deram todos esses meses... Todos são especiais, cada um com sua qualidade em particular, porém preciso agradecer dois em especial que me ajudaram muito: o pediatra intensivista Carlos Artur e a gastropediatra Ana Priscila (a Pri, que mando mensagem toda hora, e com toda paciência me orienta da melhor forma); agradeço também o apoio do meu marido, que estava todo o tempo apoiando minhas decisões, me dando força, me incentivando toda vez que chorava de desespero ou me estressava... Culpa não carrego comigo, tenho certeza que fiz tudo que estava ao meu alcance para amamentar minha filha, porém para o bem da Bela, meu marido, nosso pediatra e eu decidimos parar com o aleitamento materno aos cinco meses... Vale ressaltar que nesse momento o apoio dos familiares (inclusive o pai) é muito importante, para o sucesso dos resultados tanto para o bebê quanto para a mãe. São várias as alergias alimentares, aqui falei sobre o meu momento, no qual a alergia em destaque foi à alergia à proteína do leite, mas todas as alergias alimentares merecem nosso respeito, cuidado e um acompanhamento especial.


 
 
 

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